Até Que o Casamento Nos Separe (2020) - Teatro União Cultural
Vinte anos juntos. Mas qual a real intimidade de quem divide uma vida por 20anos? Suzy Rego e Eduardo Martini, dois grandes atores de sua geração, são Otávio e Maria Eduarda que com a maior sinceridade abrem sua vida, cheia de comédia, contrapontos e riqueza de detalhes onde fica absolutamente impossível não se identificar e não morrer de rir. Com inteligência e romantismo ATÉ QUE O CASAMENTO NO SEPARE, é não só uma grande comédia, mas uma sequência de momentos hilários que poucas vezes são tão bem colocados na dramaturgia nacional. Com suas crises, Tavinho e Duda nos fazem morrer de rir e pensar. Um espetáculo que prima pela elegância e pela direção impecável de seus personagens, pela trilha sonora e pela coragem de mostrar como realmente somos entre quatro paredes.
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Ricardo Novelli
Brincando Com Fogo (2020) - Teatro Aliança Francesa
Escrita em 1897, a trama mostra um casal entediado que cria um jogo para discutir e testar a relação envolvendo um amigo e uma prima da família. Os protagonistas “brincam com fogo” ao vivenciar situações que levam a reflexão sobre os limites do amor e da fidelidade em uma relação conjugal. “A história é uma espécie de um “quadrângulo amoroso”. Traz uma família burguesa com um jogo perverso das relações, onde existe um mergulho no domínio e poder de um sobre o outro. Strindberg soube, como poucos, ir fundo nas questões conjugais, tinha obsessão na relação entre homem e mulher, lidando com assuntos que ultrapassavam os tabus de sua época.
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Ricardo Novelli
A Peste (2019) - Teatro Eva Herz
Considerado o principal romance do escritor franco-argelino Albert Camus, A Peste, escrito em 1947, dez anos antes de ganhar o Nobel de literatura, ganha adaptação teatral. Vera Holtz e Guilherme Leme Garcia dirigem Pedro Osório num monólogo, que concentra a dramaturgia na figura e na perspectiva do personagem-narrador do romance, o médico Bernard Rieux interpretado pelo ator Pedro Osório. Sob o signo da miséria moral que se instala em uma sociedade, o texto da peça apresenta um recorte no romance que trata da história de Orã, cidade no litoral da Argélia, infestada por ratos e devastada por um mal súbito, que dizimou sua população. O médico Bernard Rieux se dirige ao público após passar um ano preso lutando contra o bacilo da peste expressando, em metáfora amplificada dos males da Guerra, especificamente da ocupação da França pelos nazistas, o flagelo de uma civilização contemporânea sob o signo da miséria moral.
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Ricardo Novelli
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