Na tragédia do filósofo do período romano (Séneca foi preceptor do imperador Nero), Medea emerge como uma estrangeira, traída e politicamente silenciada, cuja revolta ecoa em questões femininas e na violência contra a natureza. A montagem desta Medea por Villela enfatiza essa dimensão: uma mulher que devolve ao mundo a fúria acumulada pelo desprezo de Jasão e a sentença de exílio proferida pelo rei Creonte, de Corinto. A natureza torna-se uma narradora trágica que responde às atrocidades cometidas pelos próprios homens.
Sinopse: Abandonada por Jasão, que decide se casar com Creúsa, filha
do rei Creonte, a feiticeira Medea vê ruir não apenas o seu matrimônio, como
também sua identidade. Movida pela fúria e pela vingança, ela envia presentes
envenenados para sua rival, o que culmina na morte da família real. Para
atingir o marido no que ele tem de mais precioso, Medea assassina os próprios
filhos.
