A Linha Solar (2026) - Teatro CCBB São Paulo

Durante a madrugada, Barbara e Werner discutem. Permanecer juntos ou se separar parece impossível para eles. Com esse argumento, a comédia A Linha Solar, do autor russo Ivan Viripaev, coloca em cena um casal em uma briga metafísica, engraçada, cruel e cósmica. Idealizada pela atriz e produtora Carol Gonzalez, que está em cena ao lado de Chico Carvalho, o texto tem direção de Marcelo Lazzaratto e ganha sua primeira montagem no Brasil.

Às cinco da manhã, numa cozinha, o casal Barbara e Werner está à beira da separação, da exaustão, da incompreensão de tudo. Impossível separar-se, impossível permanecer juntos. Apesar das feridas, do cansaço e do desgosto, eles tentam e agarram-se ao desejo de se explicarem até ao fim. Viripaev nos apresenta uma magnífica parábola sobre o amor.

Publicada em 2018, a peça destaca-se por dar voz a questões existenciais, mas também como explica o autor: “mostra problemas de comunicação usando o exemplo de uma família. No entanto, não é uma peça sobre uma família, e sim sobre o que está acontecendo no mundo. Todos os problemas que vemos hoje — guerras, conflitos, incompreensões, crises políticas — são falhas nos sistemas de comunicação. Então, a comunicação é o tema central para mim.” E insiste: “A peça é feita para ser engraçada — e se não for, então algo deu errado.” Para o diretor, apesar da densidade, ela também traz levezas, uma peça cheia de contradições como é comum na falta de comunicação.



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